Ferramenta pouco utilizada

Segundo capítulo da série Consórcio como opção para compra e renovação de Frotas

O consórcio é uma opção que apresenta condições mais favoráveis, uma alternativa de investimento que pode não comprometer o orçamento da empresa de imediato e que gera boa perspectiva de ganho a médio e longo prazo.

A modalidade ainda é pouco difundida e pouco utilizada no setor frotista. Tanto as empresas de consórcio trabalham pouco e mal a comunicação com o setor frotista, como também, os Gestores de Frotas no Brasil ainda se utilizam pouco dessa ferramenta, ou por falta de planejamento ou por puro desconhecimento.

A vantagem inicial pode ser conferida nas taxas. Enquanto um financiamento bancário comum pode chegar a taxas de 1,40% de juros ao mês – ou até bem mais – no CDC, com entradas de até 50% do valor do carro, contando ainda com as taxas contratuais, com o IOF e outras, por exemplo, o Consórcio tem apenas a taxa administrativa. As administradoras de consórcio são livres para estipular as taxas que serão cobradas dos consorciados, desde que não ultrapasse a 12% do valor do bem.

Isso faz automaticamente com que as parcelas do Consórcio tenham valores bem menores do que um financiamento comum e podem ser absorvidas pelas empresas sem comprometer tanto o orçamento mensal.

Numa época de incertezas no mercado e juros altos como estamos vivendo, pode ser uma saída para iniciar o planejamento futuro de uma renovação da frota, por exemplo. “As empresas, os bancos, estão preocupados com o futuro, estão sendo cautelosos e a liberação de crédito no mercado está cada vez mais difícil, nem mesmo os empresários estão buscando financiamento para grandes investimentos e o Consórcio vem nessa hora, para ser um alicerce, pois é uma forma de poupar dinheiro aplicando na renovação da sua frota no futuro, de forma branda para o seu orçamento”, diz Ronald Macedo Torres, diretor da Rodobens Consórcios.

Torres aponta algo que o mercado está dando sinais. De acordo com avaliação do Serasa Experian, houve uma queda de 12,3% na procura das companhias por crédito empresarial no mês de abril, comparado ao mês de março de 2015. Na relação de abril de 2014, a retração foi de -1,2%. Segundo os economistas da instituição, essa queda se deve a altas taxas de juros e baixo grau de confiança de consumidores e empresários.

No setor de serviço, em que os carros de frotas estão presentes, o recuo na solicitação de crédito empresarial foi de 11,9% frente ao mês de março. Já no setor de indústria, a variação foi de 10,6%. A região que mais registrou a queda de demanda do crédito foi a Centro-Oeste, com 23,1%, enquanto no Sul foi de 16,5%, no Sudeste a marca ficou em 15,7% e somente na região Norte houve crescimento de demanda por crédito empresarial, de 9%.

Ficou curioso para saber quais são as principais dicas fornecidas pela Revista Frota&Mercado? Acompanhe aqui nesse espaço toda segunda-feira e quarta-feira um novo capítulo. Segunda-feira 03/08, tem mais. Até lá!

Perdeu o primeiro capítulo?Acesse aqui.

Facebook Comments Box