Como a Logística de Baixo Carbono pode contribuir para diminuir o Aquecimento Global

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Em tempos de Aquecimento Global, diversas iniciativas têm se empenhado na busca de soluções.

Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura (www.coalizaobr.com.br)  é um movimento multisetorial, composto por entidades que lideram o agronegócio no Brasil, as principais organizações civis da área de meio ambiente e clima, representantes de peso do meio acadêmico, associações setoriais e companhias líderes nas áreas de madeira, cosméticos, siderurgia, papel e celulose, entre outras.

Todas essas forças — que outrora pouco dialogavam — se uniram para tratar das questões decorrentes das mudanças climáticas sob a ótica de uma nova economia, baseada na baixa emissão de gases do efeito estufa (GEE). A primeira semente da Coalizão Brasil foi lançada em dezembro de 2014 e sua constituição oficial ocorreu em 24 de junho de 2015, com o lançamento de seu documento base.

O movimento se pauta por 17 propostas concretas, voltadas à redução das emissões de GEE e à economia de baixo carbono.

Considerando que a Cadeia Logística é um dos segmentos produtivos de maior impacto ambiental, foi criado um grupo de trabalho dentro da Coalizão, sob a liderança da Sra. Celina Carpi, representante do Grupo Libra Logistics and Supply chain, para debater qual a contribuição do sistema logístico para o desenvolvimento de baixo carbono.

As conversas no grupo levam a duas visões aspiracionais. A primeira diz respeito a capacidade de influenciar as escolhas de políticas públicas e privadas de modais de transporte que levem à logística de baixo carbono. A segunda está ligada a uma metodologia de análise dos diversos modais de transporte para serem comparáveis entre si.

Considerando que cada setor econômico dará sua contribuição para cumprir as metas mundiais e as nacionais para o clima acordadas em Paris é preciso apontar o fato de que a fatia de emissões do setor de transporte está crescendo na proporção do todo. Então, se o Brasil tem o objetivo de reduzir as emissões do país em 37% até 2025 e em 43% até 2030, qual será a contribuição do sistema logístico? Essa é uma pergunta fundamental, e para responde-la é preciso estudar vários cenários de escoamento de produção e focar na promoção daqueles de mais baixas emissões.

Mas afinal, o que é uma logística de baixo carbono?

É ter modais com muita eficiência no uso de recursos. Em geral, tudo que se transporta por água, seja por hidrovias ou por mar, é mais eficiente se comparado ao transporte por terra. E, dentro dessa última opção, o transporte sobre trilhos a partir de uma certa distância é mais eficiente do que o modal sobre rodas. Porém no Brasil, o transporte ainda é predominantemente rodoviário, embora existam alguns poucos corredores que fazem o escoamento baseado em ferrovias. Portanto para o setor aderir a uma pegada menor em emissões de Carbono serão necessários vultosos investimentos em infraestrutura.  Mas será esse o único caminho?

Como apontado, logística de baixo carbono está pautada na eficiência no uso de recursos e para que isso aconteça é fundamental gerenciar as emissões de GEE. A realização de inventários de emissões é uma poderosa ferramenta para realizar o controle do uso de energia e combustíveis.

E então, quão eficiente é a sua empresa na gestão do uso de recursos?

Fonte: Adriana Prestes – CO2Neutro

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