Governo aposta em três eixos estratégicos para fomentar tecnologia no sistema de transportes do país

As ações foram apresentadas pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil, Marcos Pontes, durante a primeira edição do FIT -- Fórum ITL de Inovação do Transporte

*Fonte: Banco de imagens-pexels-pixabay-315939

O Governo brasileiro aposta em três áreas específicas para fomentar a aplicação de tecnologia e inovação nos transportes: Materiais, Motorização e Sistemas Embarcados. Os detalhes dessa estratégia foram apresentados pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil, Marcos Pontes, na abertura da primeira edição do FIT — Fórum ITL de Inovação do Transporte. Promovido pelo ITL (Instituto de Transporte e Logística), ligado à Confederação Nacional do Transporte, e transmitido pelo canal da entidade no Youtube, reunindo lideranças e especialistas para discutir a tecnologia e o seu papel decisivo para o desenvolvimento econômico e social do país.

“Temos um eixo estratégico diretamente ligado com materiais avançados tais como grafeno, nióbio e terras raras. O Brasil possui a tecnologia mais avançada de nióbio do planeta. Estamos desenvolvendo baterias em três etapas: No primeiro estágio, com nióbio e lítio , no segundo com nióbio, lítio e grafeno e, no terceiro, com nióbio, lítio e grafeno em estado sólido. Isso vai permitir que sejam utilizadas em veículos, proporcionando uma carga rápida e uma descarga lenta. É um avanço muito grande”, explicou o ministro.

Pontes ressaltou, também, que a congregação de diversos materiais juntos podem, na produção de veículos, não só reduzir o peso, como melhorar a questão de segurança promovendo um impacto menor na estrutura em casos de colisão, aperfeiçoar as condições na frenagem e na queima de combustão interna.

No eixo de propulsão e motorização, Pontes destacou que o ministério tem focado na elaboração de novos produtos tecnológicos, a partir da energia eólica, fotoelétrica e na transição de combustível fóssil para outros como o hidrogênio verde e o híbrido entre biocombustível e elétrico. “E, por fim, temos os avanços nos sistemas embarcados. Já é uma realidade veículos autônomos com tempo de latência baixa pelos impactos do 5G e da inteligência artificial. Isso vem oferecendo mais segurança e mais controle de todos os sistemas do veículo. A possibilidade de ter um monitoramento a cada fração de segundo e mais segurança está mudando todo o panorama”, salientou.

Sobre o 5G, o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, que participou do evento, tranquilizou os players do mercado. “O leilão do 5G foi um sucesso e há uma dúvida sobre a interferência da tecnologia nos radioaltímetros das aeronaves, um debate que vem sendo realizado nos Estados Unidos. Aqui utilizamos faixas diferentes. Lá eles utilizam a frequência de 3.9 e, aqui, vamos até 3.7 megahertz. Temos uma banda de guarda maior que evita isso”, explicou.

Por fim, Marcos Pontes afirmou que, juntas, essas estratégias vêm sendo desenvolvidas pelo ministério para melhorar a eficiência, a capacidade de carga, o controle de fluxo e a segurança das operações: “A tecnologia ajuda a diminuir, ainda, os riscos de roubos de carga e melhorar as condições de pavimentação das rodovias, utilizando sistemas aglutinados com resíduos de tratamento de resíduos sólidos, outra inovação que o ministério está fomentando. Podem aumentar a facilidade de circulação de mercadorias, onde não temos pavimentação”.

Embarque seguro

Presente à primeira edição do FIT — Fórum ITL de Inovação do Transporte, o secretário executivo do Ministério da Infraestrutura (MInfra), Marcelo Sampaio, também reforçou o papel da tecnologia no aperfeiçoamento da segurança do sistema de transportes no país. “Vamos assinar um documento com a Infraero e Serpro para implantar e começar a instalar o Embarque Seguro nos aeroportos brasileiros. É uma agenda importante pois traz eficiência e diminui custos”, frisa.

O projeto foi desenvolvido pelo Serpro, empresa de TI do governo federal, em parceria com o Ministério da Infraestrutura e conta com o uso de reconhecimento facial e validação biométrica do passageiro junto às bases oficiais do governo.

Retomada

Durante a abertura do evento, o presidente do Sistema CNT, Vander Costa, ressaltou que o segmento superou a pandemia: “Representamos em torno de 164 mil empresas de transportes que geram cerca de 2,3 milhões de empregos diretos. Mesmo com a pandemia, conseguimos, em 2021, um saldo positivo de 80 mil empregos e hoje já temos um índice superior ao período pré-pandemia”.

*Conteúdo criado por Valéria Bursztein, OTM Editora. Este conteúdo é fruto da parceria da RX, promotora e organizadora da FENATRAN para o mercado.

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