O metaverso ainda não está pronto, mas é uma tendência em que as empresas não podem ser refratárias, correndo o risco de ficarem fora de uma nova cultura de se fazer negócios. A afirmação é de Ney Neto, especialista em Tecnologia e Inovação da Dorier Group Brazil, que participou nesta quinta (7) do terceiro e último dia da Rota Digital Fenatran 2.2 – Summit Inovação e Novas Tecnologias para o TRC. Ele aproveitou para mandar um recado para players do setor de logística e transporte: “Seja curioso e diga talvez, nunca não”.

Neto destacou que a melhor forma de conceituar o metaverso é pensá-lo como uma camada de interação sem intermediários, um espaço virtual coletivo e compartilhado que se cria pela convergência das realidades físicas e digitais. “É uma interface de engajamento entre marcas e públicos, ancorado na tecnologia blockchain, que vai impulsionar novos negócios em marketplaces, ambientes de congregação de comunidades e experiências educacionais, por exemplo”, explicou.

Outro debatedor da Rota Digital Fenatran 2.2, Carl Amorim, fundador do Blockchain Hub Brasil, também chamou a atenção para a mudança cultural que o blockchain, inserido no contexto do metaverso, vai provocar. “Por envolver o trânsito seguro de dados, permitirá transações de ativos sem nenhum tipo de intermediário. Isso vai implicar em muitas coisas novas. Alguém vai comprar o seu produto, financiar, sem precisar de um intermediário para isso. É uma grande transformação”, salientou.

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Para o setor de logística e transporte, Amorim frisou que o metaverso vai permitir, por exemplo, que se concretizem contratos inteligentes por meio de aplicativos que, aliados à inteligência artificial e à internet das coisas, impactem positivamente a movimentação de cargas. “Por meio da interação e compartilhamento de dados, será possível criar novas alternativas de comercialização do frete e distribuição logística, diminuindo custos e ampliando a eficiência”.

Mercado

O metaverso e a tecnologia do blockchain vão fazer parte, cada vez mais, da realidade das empresas do segmento, disse Djalma Vilela, presidente do Conselho da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), que também participou da Rota Digital Fenatran 2.2. “Temos associados com grandes laboratórios fazendo experimentações e prototipando esse futuro. Sempre sonhamos em ter uma logística interativa”, ressaltou. 

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O executivo frisou que o metaverso veio para ficar e trará redução de custos e maior visibilidade para a cadeia logística: “É uma longa jornada que está em andamento. Nossos associados já vem aderindo ao porto seguro oferecido pelo blockchain. Quando levamos em consideração o mercado global de cargas, temos iniciativas de aplicações em teste, com casos práticos de interação e gestão de armazéns”.

*Conteúdo criado com exclusividade para o blog ROTA DIGITAL NEWS da FENATRANpor Valéria Bursztein.

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